Na Parte 3, Andrew aprofunda na camada final que separa “boa mixagem” de um disco que soa concluído: profundidade, largura e emoção vocal… sem retirar demais a humanidade.
Ele explica sua mentalidade para o master-bus: uso cuidadoso de mid/side para dar vida às laterais, processamento multibanda controlado para manter o impacto sem aspereza, e uma solução inteligente para um pedido de cliente que todos já ouvimos: “faça essa seção explodir” — enquanto evita que o mix, de fato, estoure.
Depois, tudo gira em torno do vocal. Andrew mantém a voz principal de Mallrat aérea e sussurrante, corrigindo apenas o que realmente atrapalha. E ele compartilha uma de suas técnicas preferidas para fazer a voz parecer maior mantendo-a seca: efeito de chorus passando por um de-esser pesado na faixa média para criar largura e calor sem aquele óbvio “efeito de vocal com chorus”.
Finalmente, ele mostra como fazer os vocais do refrão se destacarem com intensidade controlada, processamento harmônico criativo e truques de espaço que ficam atrás da voz principal: delays que funcionam como reverberações, texturas de fundo intencionalmente recuadas, e a mentalidade que mais importa: seu cérebro analítico e seu cérebro reptiliano têm de dizer sim.